Quando uma empresa pede orçamento de site, costuma receber números bem diferentes de fornecedores diferentes, e sem entender por quê. Não é falta de padrão do mercado: é que a palavra "site" descreve coisas muito distintas. Abaixo, o que de fato move o preço.
1. O objetivo do site
Uma página só, feita para transformar visitante em contato, é bem mais barata que um site institucional com várias seções. E os dois são mais baratos que um e-commerce, que precisa de catálogo, carrinho, pagamento e frete.
Antes de comparar propostas, defina o que o site precisa fazer: vender direto, gerar contato no WhatsApp, receber agendamento ou apenas apresentar a empresa. Propostas para objetivos diferentes não são comparáveis.
2. Quantidade de páginas e de conteúdo
Cada página nova é layout, texto e revisão. Um site de quatro páginas bem resolvidas costuma converter mais que um de quinze páginas genéricas, e custa menos. Vale perguntar quais páginas o seu cliente realmente abre.
Outro ponto que pega muita empresa de surpresa: quem escreve os textos. Se a redação está no escopo, o preço sobe. Se fica com você, o prazo passa a depender de você.
3. Integrações
É aqui que a diferença aparece de verdade. Cada integração é trabalho adicional:
- Botão de WhatsApp com mensagem pronta: simples
- Formulário que cai no e-mail: simples
- Agendamento pelo site, com horários reais: médio
- CRM registrando cada lead com histórico: médio
- Automação de atendimento que responde e qualifica: maior
- Pagamento, estoque e emissão fiscal: maior
4. Design próprio ou template
Template é mais rápido e mais barato, e resolve bem para muita empresa. Design próprio faz sentido quando a marca é parte do argumento de venda, ou seja, quando o cliente compara você pela aparência antes de falar com alguém.
5. O que vem depois da entrega
Site não é entrega única. Hospedagem, domínio, atualização e ajuste de conversão são custos recorrentes. Uma proposta que ignora isso não está mais barata: está incompleta. Pergunte sempre o que acontece no mês seguinte à entrega.
Como comparar propostas sem se perder
Peça a todos os fornecedores o mesmo recorte: objetivo, número de páginas, quem escreve os textos, quais integrações, o que é cobrado uma vez e o que é mensal, e o prazo. Com isso na mesa, a diferença de preço passa a fazer sentido.
E desconfie de valor fechado dado antes de qualquer pergunta sobre o seu negócio: ou está sobrando escopo que você não precisa, ou vai faltar no meio do caminho.
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